Tebet garante aumento do salário mínimo acima da inflação em 2024
Aumento real é promessa de campanha do presidente Lula, ela lembrou
Aumento real é promessa de campanha do presidente Lula, ela lembrou
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet,
afirmou nesta segunda-feira (17) que o salário mínimo deve ter aumento acima da
inflação, em 2024, por ser uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
“É óbvio que não há menor chance de o presidente
[Lula], no ano que vem, não dar aumento real do salário mínimo. Que se tire de
qualquer lugar, mas o presidente não vai descumprir uma promessa de campanha”,
disse a ministra, ao apresentar os números do Projeto de Lei de Diretrizes
Orçamentárias (PLDO) de 2024, enviado na última sexta-feira (14) ao Congresso
Nacional.
Ela explicou que, no PLDO, a equipe econômica trabalhou com
um piso para o salário mínimo, mas, se houver a aprovação no novo arcabouço
fiscal, haverá incremento de receitas e cortes de despesas e, consequentemente,
espaço para ganho real.
Pelo PLDO de 2024, o salário mínimo no próximo
ano será de R$ 1.389, com base apenas na reposição pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 2023.
Renúncia fiscal
Em entrevista à imprensa, Simone Tebet ainda falou sobre a
concessão de benefícios fiscais a determinados setores da economia brasileira.
“A gente lembra muito das renúncias [fiscais] legítimas, outras, nem tanto, que
perduram ao longo dos anos. Não esqueçamos de fazer um recorte do quanto foram
desoneradas as receitas, no ano passado, em processo eleitoral, e que podem
rapidamente ser reoneradas”, disse ela, ao lembrar, entre outras, a desoneração
dos combustíveis, em 2022.
Para a ministra, são necessárias a recomposição da base
tributária e a revisão de desonerações concedidas em 2022. “Algumas medidas
eleitoreiras, do ano passado, de um ano e meio, de dois anos atrás, foram
feitas sem nenhum planejamento, sem nenhuma análise do custo-benefício.”
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet,
e o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, durante
entrevista coletiva - Antonio Cruz/Agência Brasil
Na coletiva, o secretário da Receita Federal, do Ministério
da Fazenda, Robinson Barreirinhas, disse, ainda, que estão sendo discutidas
medidas para alcançar o superávit primário, entre as quais a revisão de
desonerações para corrigir distorções. “Temos um sistema tributário perverso:
os pobres pagam muito e os ricos pagam pouco.”
O secretário Barreirinhas destacou como está sendo pensada pela área econômica do governo Lula. “Toda a discussão em relação à reforma tributária foca na enorme carga tributária sobre o consumo, que é muito alta. São quase 50% da carga sobre o consumo, o que acaba onerando muito os mais pobres”. E falou sobre objetivo do Ministério da Fazenda. “É uma meta enfrentar essa situação, seja estruturalmente, por meio da reforma tributária, seja por esse caminho de fechar essas brechas [na isenção de tributos].
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